Pós-quê?

Na opinião desta quinzena no Negócios defendo que não faz muito sentido falar de um pós-troika: a troika está para ficar, num bom cenário com um resgate suave pós Junho de 2014.

 

Assim, e se antes do terramoto político da última semana o cenário “pós-troika” já constituía em si mesmo uma pequena mentira em nome da grande boa vontade de apoiar a estratégia da austeridade, agora que o Governo regressa com cacos mal colados, insistir que a troika poderá estar fora de Portugal em 2014 é já um insólito a que nos podiam poupar.

Por essa altura, num bom cenário, Comissão, FMI e BCE comandarão um programa de mais um ano, com condicionalidade suavizada e acesso de Portugal aos mercados a preços aceitáveis – embora sem crescimento nem emprego. Num mau cenário, o financiamento externo chegará quase exclusivamente dos três credores oficiais e, no limite, teremos mesmo outro programa completo de assistência financeira. Em qualquer um deles a troika estará por cá – esperemos que em menor estado de negação sobre os problemas da actual estratégia.

Visto por dentro, 8 de Julho de 2013

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