O intrigante défice comercial

défice externo

Fonte: AMECO

Na sequência de “posts” anteriores sobre as causas dos défices externo e comercial, Luciano Amaral no Crise Crónica oferece mais material para a reflexão, salientando a apreciação cambial real que antecipou a adesão ao euro como uma variável importante a considerar no debate (Um artigo do FMI de 1997 partilhado pelo Luciano Amaral evidencia o ajustamento cambial e de inflação de Portugal, Itália, Grécia e Irlanda). Em discussões paralelas este ponto foi também evidenciado pelo Luís Aguiar Conraria, pelo Pedro Romano (que contribui para o tema num post recente) e pelo Nuno Teles.

Uma das dimensões mais intrigantes na análise dos impactos da valorização cambial é a evolução das balanças comercial e de rendimentos desde meados dos anos 80. Admitindo que Portugal perdeu competitividade (por apreciação da taxa de câmbio real) após a adesão à UE e especialmente com o ajustamento imposto por Maastricht, como se explica a relativa constância do défice comercial (bens e serviços) desde meados dos anos 80 e, ao mesmo tempo, um agravamento da balança corrente (essencialmente via das balança de rendimentos e transferências), o qual foi acentuado desde meados dos anos 90.

Dito de outra forma, se o euro (e o processo que conduziu até ele) é uma variável central nas dinâmicas do ajustamento externo português, como é que afectou tanto os rendimentos e tão pouco o desempenho comercial?

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s