Yellen e Draghi e a política das palavras

“Desde que me tornei banqueiro central aprendi a balbuciar com grande incoerência. Se lhe pareci perfeitamente claro, então não deve ter percebido o que eu disse”.

Alan Greenspan, ex-presidente da Fed aos jornalistas, em 1987

Janet Yellen, nomeada na semana passada por Barack Obama para substituir Ben Bernanke na Fed, está entre as pessoas que mais influenciou esta transformação. Enquanto vice-presidente da Fed, promoveu uma comunicação mais activa e transparente, incluindo a assunção de objectivos e metas claros.

A sua subida ao cargo máximo da política monetária num mundo dominado por homens é, por si, um feito histórico e que lhe exigirá habilidade. Mas é a revolução na comunicação que provavelmente lhe dará mais dores de cabeça, num mundo desconfiado, onde as certezas e os consensos escasseiam. Os riscos para ela, como para Mario Draghi deste lado, são grandes e novos. É que ninguém sabe qual é o verdadeiro poder da palavra de um banqueiro central.

Visto por Dentro, Jornal de Negócios, 14 de Outubro 2013

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