Ainda opiniões de 2013

O Perestroika foi o sacrificado por um final de ano intenso e um arranque de 2014 em férias. Os Vistos por Dentro que não chegaram cá:

Três murros no estômago, 23 de Dezembro

As chamadas reformas estruturais não estão a dar os resultados pretendidos e em alguns casos não são sequer reformas, mas apenas atalhos para cortes da despesa. Quem o diz são o Tribunal de Contas, o Tribunal Constitucional e a troika que em análises publicadas na semana passada infligiram três murros no estômago do Governo.

O maior entrave a qualquer transformação foi a condução macroeconómica do programa – definida na essência pela troika – que impôs um nível de austeridade tal que paralisou a economia. A troika bem poderá empurrar a responsabilidade para o Governo, mas especialmente nesta área é impossível criticar sem se atingir a si própria e à credibilidade das suas políticas.

O cautelar e a sina dos play-offs, 25 de Novembro

Há três factores que surgem como decisivos para o sucesso português, o principal dos quais está fora de controlo: o futuro próximo nacional está intimamente ligado à evolução da economia europeia e portuguesa no primeiro semestre. Bons sinais no crescimento e no emprego, acordo na união bancária, optimismo nos mercados de dívida europeus e emissões bem sucedidas pela Irlanda serão meio caminho para o sucesso das emissões de dívida que Portugal terá de fazer.

Comentário: o arranque de 2014 evidencia a importância de um outro factor – o reequilíbrio de fluxos de capital entre economias avançadas e emergentes marcará a vida dos periféricos da Zona Euro.

A diabolização do segundo resgate, 11 de Novembro

É hoje claro que  um segundo resgate, programa cautelar ou até a inexistência de qualquer programa de assistência, como aspira a Irlanda, terão poucos impactos na  alteração da condução da política orçamental. O que comandará o ministério das Finanças será o chamado pacto orçamental europeu que, convém sublinhar, foi acolhido pelo PSD e CDS, mas também, e não é demais lembrar, pelo PS – que tem ele próprio andado mais entretido na diabolização do programa cautelar do que na apresentação de linha convincente de acção.

O que é feito do Orçamento mais difícil de sempre? 28 de Outubro

O Governo apresentou o orçamento mais violento de muitos anos gerado na esperança de um regresso aos mercados em 2014 com o apoio da troika. Poucos contestarão o objectivo, mas o documento em debate assenta numa estratégia desadequada que impede consensos e desafia mais uma vez os limites constitucionais.

Comentário: o cautelar parece estar próximo, mas um chumbo do constitucional aos cortes salariais inscritos no OE 2014 também – especialmente depois do chumbo pelo TC à convergência das pensões anunciada em Dezembro e que ditou cortes significativos nas pensões da CGA – uma decisão que ditou o primeiro rectificativo de 2014 logo nos primeiros dias do ano.

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