A anatomia de um erro

Os líderes europeus desvalorizaram a natureza e dimensão sistémica da crise europeia, confiando que com medidas agressivas de contenção orçamental seria possível extinguir a crise. Sem acesso aos mercados e altamente endividado no seio de uma união monetária deficiente, Portugal não poderia escapar à austeridade. Os resultados ficaram aquém do esperado. Embora seja fácil apontar os erros à posteriori, há razões para pensar que mais e melhor poderia ter sido feito. Com a ajuda de selecção dos economistas e artigos mais influentes durante a crise, revisitamos “o problema português”, a resposta europeia e exploramos possíveis desenvolvimentos.

In, “Anatomia de um erro”, capítulo de “A Austeridade Cura? A Austeridade mata?”, coord. por Eduardo Paz Ferreira

No meu contributo para “A austeridade cura? A austeridade mata?”, uma obra com mais de 80 perspectivas, fiz uma leitura à nossa Grande Recessão a partir de alguns dos principais artigos académicos ou de académicos. O objectivo foi caracterizar a resposta à crise e os seus erros. Aqui fica uma escolha:

  • Alesina, A. (2010), “Fiscal adjustments: lessons from recent history”, apresentação no Ecofin de Madrid de 15 de Abril de 2010
  • Barkbu, B. et al. (2012), “Fostering Growth in Europe Now”, IMF Staff discussion Note
  • Blanchard, O. (2006), Adjustment within the euro. The difficult case of Portugal
  • Blanchard, O. e Leigh, D. (2013) Growth Forecast Errors and Fiscal Multipliers, IMF Working Paper
  • Berrigan, J. (2013), “Vale a pena ouvir o novo chefe de missão da Comissão Europeia”, post no Massa Monetária, blogue do Negócios, com vídeo
  • Buti, M. e Carnot N. (2013), Fiscal policy in Europe: Searching for the right balance, Vox
  • Buti, M. e Turrini, A. (2012), Slow but steady? External adjustment within the Eurozone starts working, Vox
  • Cabral, R. (2013), The Euro Crisis and Portugal’s Dilemma,  in Austerity Measures in Crisis Countries – Results and Impact on Mid-term Development, Intereconomics, volume 48, number 1, 2013, page 4 to 32
  • De Grauwe, P. (2011), The European Central Bank as a lender of last resort, VOX
  • De Grauwe, P. (2011), “The Governance of a Fragile Eurozone”, KU Leuven
  • De Grauwe, P. e Ji, Y. (2013), “Panic-driven austerity in the Eurozone and its implications”, Vox
  • Gomes, S et al. (2011), “Structural reforms  and macroeconomic  performance in the euro  area countries a model-based assessment”, BCE
  • Gordon, J. et al. (2013),”Greece: Ex Post Evaluation of Exceptional Access Under the 2010 Stand-By Arrangement”. IMF
  • Gros, D. (2013), “Has austerity Failed in Europe”, Project Syndicate
  • Governo Português (2011), Memorando de Políticas Económicas e Financeiras
  • Krugman, P. (2013), “How the Case for Austerity Has Crumbled”, New York Review of Books
  • Pisani-Ferry, J. et al. (2013), “EU-IMF assistance to euro-area countries: an early assessment”, Bruegel
  • Reinhart, C. e Rogoff, K. (2008), “This time is different: A panoramic view of eight centuries of financial crises, NBER
  • Reis, R. (2012), The Portuguese Slump – Crash and the Euro-Crisis
  • Rodrik, D. (2013), “The Euro Crisis, Portugal, and Europe’s Future”, Apresentação em Lisboa
  • Sinn, H. (2012), “A Crisis in Full Flight”, Project Syndicate
  • Sinn, H. (2013), “Should Germany Exit the Euro?”, Project Syndicate
  • Soros, G. (2012), “Why Germany Should Lead or Leave”, Project Syndicate
  • Taylor, A. (2013), “When is time for austerity”, Vox
  • Turner, P. (2013) “Caveat creditor”, BIS
  • Wyplotz, C. e Pâris, P. (2013), “To end the Eurozone crisis, bury the debt forever”, VOX

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