Rangel e Assis têm muito que fazer

Na opinião desta quinzena no Negócios defendo a urgência de os dois maiores partidos apresentarem nas eleições europeias reformas ao funcionamento da UE que permitam aos portugueses perceber qual vai ser afinal o seu papel numa União Europeia que destruiu muito do seu capital político com a crise.

Nestes quatro anos de crise aprendemos muita coisa sobre a Europa e as suas instituições. Aprendemos que Bruxelas que ninguém elege decide muito e vai decidir ainda mais, com ou sem programa cautelar; aprendemos que a moeda única e a harmonização financeira liberal não são o instrumento de convergência política e económica apresentado há uma década, antes pelo contrário; aprendemos que na UE quando as coisas ficam difíceis são os governos do Norte que mandam, comandados pelo seu eleitorado; aprendemos que a solidariedade europeia existe, mas acaba onde começa o orçamento de cada país; aprendemos que 15% de desemprego em Portugal são politicamente muito diferentes dos mesmos 15% na Alemanha; aprendemos, entre muitas outras coisas, que em Bruxelas se é demasiadas vezes forçado a trocar o necessário pelo possível e chamar-lhe ainda assim um sucesso perante a incredulidade dos cidadãos.

Visto por dentro, 03 Março, 2014

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