“Os 10 Erros da Troika em Portugal” nas livrarias

Ao fim de alguns meses e muitas horas espremidas chegou finalmente o dia: “Os 10 erros da troika em Portugal”, editado pela Esfera dos Livros, chega às livrarias.

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Tudo começa com o PEC IV de José Sócrates para melhor percebermos o espírito em que nasceu o primeiro memorando assinado com a Comissão Europeia, FMI e BCE em 2011:

O consenso entre as autoridades dizia que o problema das economias sob pressão era essencialmente orçamental e que era preciso mostrar empenho e determinação, sem olhar a custos. Reproduzindo as palavras de um alto responsável do Ministério das Finanças da época, a preocupação por essa altura era só uma:  “sinalizar aos mercados um compromisso forte” com a redução do défice orçamental. No fundo “agarrar o problema pelos cornos”.

O desafio era, infelizmente, bem mais complexo, e a crise não se deixou dominar pelas decisões nacionais. Com excepção da Grécia, as maiores fragilidades nacionais não eram sequer orçamentais. A elas juntavam-se outros desequilíbrios e deficiências graves na arquitectura institucional da zona euro. Infelizmente, em 2011, nenhum responsável, nem em Portugal nem na Europa, estava preparado para assumir a dimensão do desafio.

Seguem-se aqueles que me parecem ser os principais erros de um plano económico com resultados desoladores. A culpa, se assim lhe pudermos chamar, naturalmente que não é apenas das três instituições credoras. Há erros do passado e há um Governo em Lisboa que conduziu com afinco a estratégia, querendo mesmo ir além da troika. Mas, pela forma como influenciaram as políticas nacional e europeia nos últimos anos, Comissão, FMI e BCE estão no centro da equação.

No entanto, muito mais do que distribuir responsabilidades, o livro tenta argumentar que o que se passou em Portugal não pode ser (e não é) o melhor que a política tem para oferecer. Havia e há alternativas.

Os dez erros da troika em Portugal:

              • Erro 1: A austeridade excessiva em Portugal
              • Erro 2: A apologia da austeridade por toda a Europa
              • Erro 3: O poder da negação dos desequilíbrios Norte-Sul
              • Erro 4: A excessiva protecção dos bancos (e a recusa das reestruturações)
              • Erro 5: Ajustamento laboral: violento, radical e inconsistente
              • Erro 6: A reforma do Estado que não aconteceu
              • Erro 7: A TSU e a divisão dos portugueses
              • Erro 8: A pobreza esquecida
              • Erro 9: A Guerra com o Constitucional
              • Erro 10: A timidez das boas políticas

O resultado caminhará agora por si, já não é só meu. É também de quem o ler e criticar. A todos os que lhe dedicarem atenção estendo o agradecimento que dirigi aos que paciente e generosamente me ofereceram tempo, reflexão e inspiração.

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One thought on ““Os 10 Erros da Troika em Portugal” nas livrarias

  1. Pingback: Austeridade a mais, recessão a mais (novas contas) | Perestroika

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