Jerónimo Martins e BCP na Polónia

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Para um português que visite a Polónia é difícil não se cruzar com os logotipos do Bank Millennium e da Biedronka – Jerónimo Martins.

Mas para quem passe pela primeira vez pelo Economic Forum, o encontro anual em Krynica, que junta economistas, empresários e políticos principalmente das economias do leste e centro europeus, é difícil não se impressionar com o peso das duas empresas no evento. Em particular o da Biedronka – Jerónimo Martins, que entre as suas actividades promocionais inclui um pequeno Pingo Doce que alimenta à borla – e com vinho português: Marquês de Borba e Paço do Monsul – todos quantos queiram.

Um dos panfletos promocionais da Biedronka ajuda a perceber a dimensão da empresa: é maior empregador do País com 50 mil empregados, um dos maiores contribuintes e o maior distribuidor com 2500 lojas.

É claro que a partir o evento podemos ter uma outra medida da importância das duas instituições na economia polaca: a participação nos painéis de debate:

Algumas das principais ideias dos gestores nacionais:

Pedro Pereira Silva e as características de um líder:

  • O responsável da Jerónimo Martins não tem dúvidas: a principal característica necessária a um líder no século XXI é a “capacidade de construir ou recuperar uma relação de confiança”, seja com trabalhadores no caso das empresas, seja com os cidadãos no caso dos governos.
  • Num contexto de rápida e constante mutação do meio ambiente, de mais incerteza e mais informação, a tarefa dos líderes ficou “mais complexa”, acrescentou. Para se afirmar e garantir o sucesso,  o gestor considera que não há espaço para a micro-gestão. Um líder tem de se preocupar em definir claramente os valores do projecto e depois delegar poder (e responsabilidade) aos liderados.

João Brás Jorge e os quatro factores que ditam o sucesso da Polónia:

  • A grande vantagem do país são os seus “baixos custos de produção”. Não apenas salários – “embora muito importantes” -, mas a generalidade  dos “custos de produção”: transporte, logística, processos, detalha o gestor.
  • Há também um “’standard’ em termos de produtividade que segue o padrão alemão”;
  • É ainda importante tratar-se de um mercado interno com grande dimensão;
  • Entre os elementos que poderiam ser melhores, mas que ainda assim considera positivos estão: o funcionamento dos tribunais, a flexibilidade laboral e a estrutura fiscal;
  • Pela negativa, destacam-se as más infraestruturas.
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