Monthly Archives: October 2014

“Weidmann evita Draghi como a peste”

A Reuters escreve sobre as relações entre o Presidente do BCE e o Presidente do Bundesbank. A crise no euro não é acabou. Muito pelo contrário…

É um dos textos de destaque da edição de hoje da Economia Info. Fica um excerto:

“The relationship is totally rotten, it’s beyond repair,” said a second official who knows them both.

“It has become personal,” a third official from the ECB said. “Whenever Draghi and Weidmann are somewhere at the same event, there are bets about whether their paths are going to cross. Weidmann avoids Draghi like the plague.”

Mario Draghi’s German Problem, Reuters, 24 Out. 2014

O principal risco de António Costa

Na opinião pós-vitória de António Costa tentei evidenciar o contraste entre o entusiasmo que o novo líder socialista gerou junto dos seus apoiantes e as poucas ideias claras que já assumiu para o País. Por exemplo:

Tem de explicar onde foi buscar essa ideia de que consegue flexibilizar as regras europeias, que margem jurídica lhe é concedida pelos Tratados, que apoios reúne na Europa e o que admite dar em troca. Tem de ser claro sobre que BCE defende no enquadramento da UE e que relação pretende manter com a Alemanha. Tem de concretizar uma política industrial – se é que acredita nela – e que políticas concretas defende para ajudar Portugal a crescer.

E se tem de aliviar o actual enfoque nas contas públicas enquanto raiz de todos os problemas, o líder do PS precisa ao mesmo tempo de explicar onde ficam os seus limites à tributação, como pretende pagar as despesas e reduzir a dívida, e que medidas centrais constituem a base das prováveis reformas da segurança social, do SNS e da máquina pública.

Visto por Dentro, “O principal Risco de António Costa“, 01 de Outubro

Um mau Orçamento do Estado

No Negócios temos nos últimos dias analisado com detalhe a proposta de Orçamento do Estado para 2015. O balanço não é bom. Do ponto de vista macroeconómico, o Executivo alivia a austeridade adicional sobre a economia o que, dada a fragilidade da situação económica e financeira é positivo. Mas as boas notícias ficam-se por aqui.

Do ponto de vista técnico, como analisamos no Massa Monetária, é um documento opaco, optimista nos pressupostos macroeconómicos, que não explica as principais medidas na despesa e na receita, e apresenta valores de poupanças cuja razoabilidade é questionada pela própria UTAO.

Do ponto de vista de opções políticas é um documento desapontante. E esse foi o tema da opinião no “Visto por Dentro” desta semana: o Orçamento de 2015 promete muito no IRS, mas oferece pouco; promove o maior aumento de impostos indirectos da década; recusa-se a apresentar qualquer plano de gestão e reforma para o Estado; e passa ao lado de qualquer ideia para promover a produtividade no pós-troika.

No “Visto por Dentro”:

No documento, o Executivo deita a toalha ao chão e continua a responsabilizar o Tribunal Constitucional por não conseguir cortar na despesa pública, mas a verdade é que não se lhe conheceu um plano de reforma seja para a Administração Pública, seja para a Segurança Social que permitisse evitar os cortes cegos que tentou desde início. Ainda mais desapontante é a constatação de que, após quatro anos de uma estratégia de desvalorização interna com resultados sofríveis, o Governo não nos diz nada de relevante sobre como poderão as políticas públicas apoiar um aumento da produtividade nos próximos anos. Esta que tem de ser a chave de um programa de recuperação é relegada para mais uma redução da taxa de IRC (opção duvidosa num contexto depressivo) e para um elencar de medidas esparsas sem coerência evidente. Com a troika por cá, o Governo cometeu erros na governação. Mas sem ela, parece não saber ou querer governar.

Visto por Dentro, “Um Orçamento sem Governo“, 19 de Outubro de 2014

 

Os “erros da troika” em Coimbra

Os professores José Reis e João Paulo Barbosa de Melo (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra) e Miguel Fonseca (Faculdade de Economia da Universidade do Porto) e tiveram a amabilidade de aceitar apresentar “Os 10 erros da troika em Portugal” em Coimbra. Será amanhã, sexta-feira 24, pelas 18:30. Para quem estiver por Coimbra e puder aparecer fica o convite para vir debater um pouco.

 

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