Recensões e críticas aos “Erros da Troika”

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Eu li o livro. Contém uma boa visão geral do programa. O meu problema principal (no que se refere ao livro) é que todas as dificuldades vividas depois de 2010 aparentam ser atribuídas ao programa.

Albert Jaeger, representante permanente do FMI em Lisboa, entrevista a Anabela Mota Ribeiro, Negócios.

 

 

 

 

Nos últimos meses “os erros da troika” tem dado um pequeno contribuído para o debate dentro e fora da troika sobre as políticas dos últimos anos.

Vale a pena destacar algumas notas entretanto publicadas e deixar um agradecimento aos autores por aceitarem o convite implícito para o debate. Esse é, afinal, o seu principal objectivo.

Nos últimos tempos multiplicam-se os livros que procuram diagnosticar a doença e até os que apresentam curas mais ou menos miríficas, na generalidade dos casos assentes na conhecida terapia medieval de continuar a tirar sangue aos doentes.

Rui Peres Jorge, em os Dez Erros da Troika em Portugal, não vem oferecer qualquer dessas terapias, mas presta um serviço inestimável ao País ao reunir e tratar com rigor e clareza exemplar, o que foi a experiência da assistência financeira em Portugal e porque é que ela nos conduziu ao País que descrevemos.

“Os dez erros que abalaram Portugal”, Eduardo Paz Ferreira, professor catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa, Jornal de Letras

Pessoalmente, preferia que tivesse sido dada maior importância e de forma mais destacada às razões não imediatas que nos levaram a pedir ajuda à “troika”. Desde 1996 que Portugal apresentou défices externos significativos, agravados por políticas erradas, que nos conduziram à estagnação económica desde 2000. Até para desfazer qualquer tipo de ideia que só a “troika” cometeu erros.

“Os 10 erros da “troika” em Portugal”, Pedro Braz Teixeira, Investigador do Nova Finance Center, Negócios

 

Registei as muitas concordâncias – são tantos os “erros” da troika – e também as poucas discordâncias, chamemos-lhes assim por simetria – por exemplo, uma tendência natural para valorizar elementos intelectuais e políticos mais contingentes, em detrimento dos mais estruturais, associados à natureza da Zona Euro e a um país sem soberania e sem forças capazes de a reconquistar, e para considerar aqui e ali, implicitamente, como único contrafactual uma austeridade menos excessiva na periferia no quadro de um ajustamento mais simétrico da zona

“Dez erros na melhor das hipóteses”, João Rodrigues, professor na FEUC, Ladrões de Bicicletas

 

É interessante como põe em relevo as lições da economia que nos governa. E, mais importante ainda, quando Rui Peres Jorge nos sistematiza as lições que extrai de várias mutações operadas: do chamamento da austeridade aos problemas de cálculo dos multiplicadores, da culpabilização da Constituição à demonização do Tribunal Constitucional, do elogio à banca ao camuflar do empobrecimento, etc.

“O ajustamento desajustado”, Sandro Mendonça, professor no ISCTE Business School, Expresso

Chegou a hora de construir o pós-troika, de superar a economia armadilhada por baixos níveis de qualificação, pouca inovação, e o mais que se sabe. Mas para construir em bases firmes o pós-troika é preciso identificar e perceber os porquês destes 10 erros que a troika foi semeando e a que o Governo se resignou.

“Os 10 erros da Troika em Portugal”, Mário Beja Santos, especialista em direito do consumidor, vários, Jornal O Ribeira de Pêra

 

Finalmente, a melhor apresentação do livro, em vídeo, foi feita pela Filipa Lino no Negócios.

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