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Racionalização ou racionamento: é urgente estudar o SNS

Hoje, a OCDE publica um relatório de análise ao estado da Saúde em Portugal. O Negócios destaca que Portugal foi dos países que mais cortou na despesa – e é também um dos páises onde as famílias mais gastam do seu bolso. Nem de propósito no artigo de opinião desta semana passo pelo tema e pela urgência do Governo promover uma análise sobre os impactos da austeridade dos últimos anos na saúde:

Não faltam estudos que apontam para efeitos negativos das crises na saúde, assim como da austeridade sobre a prestação de cuidados. Há prescrições de médicos que batem na caneta do gestor de departamento que raciona em nome da racionalidade económica, e atira ao chão o doente forçando-o a lutar contra o próprio Estado. Muitos se queixam em conversas. Menos, mas frequentes, são as notícias de exames não prescritos, medicamentos riscados, falta de pessoal, falta de equipamentos. É o corte nos consumos intermédios, dizia há uns dias um amigo, num toque de humor negro.

Paulo Macedo, um ministro que passou por esta crise ao comando de uma das áreas que mais cortou na despesa, tem o seu mandato associado a esse sucesso, mesmo sem reformas que se vejam. Isso é pouco, especialmente para um ministro da Saúde. E pode vir a ser chocante. É por isso urgente e é sua obrigação analisar o impacto da austeridade nos resultados e nos serviços prestados pelo SNS. O risco é daqui a uns anos olharmos para trás e percebermos que, afinal, estava tudo tão claro e não fizemos nada.

Visto por Dentro, 01.Dez.2014

 

 

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